Ao cupido:

Esquece a flecha
Traz fuzil
Com mira boa
Atira!
Vai por mim
O alvo gira
Difícil...
O culpado disso: Jacinto
Mania de por
Olhos que enxergam cor
Dos poemas eróticos
Faço amor

 

Francinne Amarante

 

21 de abril

 

Aniversário de Brasília

 

 

Flor do cerrado

 

e...

do lado de lá, pra lá do Distrito

desfaço o mito

e trago nos ventos do norte

a poesia pro centro

Em todos os Cantos

me faz forte

me traz sorte

 

um perfume vivido

e haja história pra contar..

nessa lida, caderno e livro

eu me refaço

nas retas curvas do traço

branco e preto, colorido laço

vôo no calor do asfalto

feito borboleta ou avião

 

na seca te dou meu abraço

alimento o solo

nesse seio de leite e mel

e pra aliviar o fel..

renasço azul e anoiteço

amanheço cor de céu

à tardinha avermelho

no compasso da canção

 

a borboleta voa..

 

ela é filha, é mulher

é mãe ou é tia

é a palma da sua mão

avó que nina a menina

loba com olhos de furacão

que sustenta e lambe a cria

cria da placenta minha

remedia a quem grita de dor

 

faz-se flor nesse cerrado meu amor

faz-se flor face flor

nesse cerrado meu amor

 

 

Francinne Amarante

 

letra: Francinne Amarante

melodia: Felipe Barão

intérprete: Tuka Villa-Lobos

(CD/DVD Soma – Tuka Villa-Lobos)

 

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