Guardo essas águas
Aguaceira que não para
Flui, fonte, cachoeira
Guardo essas águas
Elas lavam, mas não levam
A saudade, meu amor ribombo
Guardo essas águas
Que alagam a casa, o abrigo
Águas, desmedidas águas de mim
Guardo sim
Francinne Amarante
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Mais informações sobre a
26a Feira do Livro de Brasília no site:Gustavo Amarante/ Show
Saturday, September 1st
Trumpets, Montclair, NJ
Hendrik Meurkens - harmonica, vibes
Ian MacDonald - piano
Gustavo Amarante - bass
Mauricio Zottarelli - drums
6 Depot Square
Montclair, New Jersey 07042
973-744-2600
sets 8:30 PM & 10:30 PM & midnight
Hendrik Meurkens Quartet
Sunday, September 2nd
Blue Note
"CALIENTE"LATIN JAZZ BRUNCH
@ 12:30pm & 2:30pm
Hendrik Meurkens - harmonica, vibes
Helio Alves - piano
Gustavo Amarante - bass
Mauricio Zottarelli - drums
Blue Note Jazz Club
212-475-8592
"Tropicália"
Uma Revolução na cultura Brasileira


Mutantes, Gal Costa, Jorge Ben, Caetano e Gil (1968 )
e cartaz do filme Terra em Transe, de Glauber Rocha
Exposição no MAM-RJ traz 250 obras, capas de livros e discos, poemas-objeto, cartazes de cinema e vestidos da época e mostra a cara dos anos 60.
de terça a sexta, das 12h às 18h; sáb. e dom., das 12h às 19h. até 30/9
MAM-RJ (av. Infante D. Henrique, 85, Rio
R$ 2 a R$ 5
informações:21 2240-4944
MercoSul Musical

Jorge Drexler
De 6 a 29 de setembro, o Centro Cultura Branco do Brasil Brasília apresenta quatro encontros inéditos entre brasileiros, argentinos e uruguaios, músicos que vivem se encontrando num Mercosul sem embargos econômicos, sem medidas protecionistas e com lucro todos os lados.
Os shows acontecem de 5ª a sáb às 21h e dom às 20h, com entrada a R$ 15,00 a inteira e R$ 7,50 a meia para estudantes e pessoas com mais de 65 anos. Os ingressos para cada show estarão disponíveis para compra, na bilheteria do CCBB, a partir da terça-feira anterior a cada estréia.
Programação:
- 6 a 9/set - Jorge Drexler e Arnaldo Antunes
- 13 a 15/set - Kevin Johansen e Paula Toller
- 20 a 22/set - Pedro Aznar e Celso Fonseca
- 27 a 29/set - Luciano Supervielle e Vitor Ramil
Produção: Tema Eventos
Direção artística e apresentação: Paulinho Moska
CCBB Brasília - 61 3310-7081
Aberto de terça-feira a domingo das 9h às 21h
SCES Trecho 2, conj. 22 – Brasília/DF
www.bb.com.br/cultura
Sintonia que cintila
Meus cristais são bem levados
Quando escuto o silêncio
Logo sei que ao relento
Brincam e rolam na terra
Banho de Lua! Na certa...
Olham as estrelas e cometas
Paqueram as libélulas e mariposas,
Passam a noite em claro...
E nem ficam cansados!
Se tiram um cochilo, é algo rápido.
Acordam com o Sol e refletem o brilho
Levantam, levitam, absorvem Luz.
São absorvidos, transmutam, se dão.
Só pra esquentar um pouquinho...
Saem de seus esconderijos,
Moléculas, átomos, sentidos ligados...
Ah, claro! São as fadas, belas e exibidas.
São boazinhas, algumas até mais curvilíneas;
E os cristais deliram, se deleitam plenos.
Mas no cerrado, nem é tão fácil!
Banho de mar, só quando dá!
E as Ondinas são tão graciosas, ai...
Lamentam em meus ouvidos,
Que desperdício de tempo!
Com um oceano imenso e cheio de sereias,
Elementais, minha cara amiga, preciso vê-las!
Irradiam tantas belezas, um mistério para a maioria.
Seguimos os ensinamentos dos Devas,
Nós, criaturas cristalinas, amantes da natureza
Precisamos doAr!
Se não, diga-me como serviremos a você?
É preciso vibrar em uma determinada sintonia!
Não falei pra vocês? Marrentos... E bondosos.
Assim são eles, cristais amigos, sinceros e queridos.
Afinal, somos energia concentrada! Resmunga ainda.
Francinne Amarante
"O homem é mortal por seus temores
e imortal por seus desejos."
(Pitágoras)

Arranha-Céu
Esqueceu o sinal
o sim
Confundiu o chão
o mar
Perdeu o encanto
a calma
Esfolou o sonho
em vão.
Abandonou a terra.
Arranhou o céu.
Pediu perdão!
Francinne Amarante
26ª Feira do Livro de Brasília
De 31 de agosto a 9 de setembro.
Aberta de segunda à sexta-feira das 09h as 22h e aos sábados domingos e feriados das 10h as 22h.
Pátio Brasil- Shopping. Entrada Franca!
Clique abaixo e confira a programação.
Palco CENTRAL
Auditório ARIANO SUASSUNA
Arena Cultural PEDRA REINO
Café Literário AUTO DA COMPADECIDA
Oficina ACAUÂ
Sacolejo
Te conheço menina Francinne
Bem admiro seu jeito
É ventar um pouco,
Juntar poeira vermelha
Que sem avisar, vira a mesa
Nem suspira, nem abaixa a cabeça
Dá uma cambalhota e sacoleja
Amiga do tempo segue com ele
Sobe sem temer os começos
Tédio, não é mesmo seu endereço.
Letícia Carpe
(Lê, amiga ! obrigada pelo carinho. um bj meu, nos veremos em breve. Fran)
MISERERE NOBIS
RESA E SEUS POEMAS-ORATÓRIOS
“O programador visual da revista Bric-a-Brac apresenta neste dia 29, quarta, na galeria ECO seu novo trabalho visual: um luxo, uma porrada, um delírio.”
(Luis Turiba)
O artista gráfico Luis Eduardo Resende, o Resa, mostra seus novos poemas-imagens que estarão na exposição "Miserere Nobis”. São mais de 40 peças que retratam com tensão, humor e limpeza "a violência da nossa herança barroca”
De 29 de agosto até 7 de outubro.
na galeria ECCO Espaço Contemporâneo (SCN, Quadra 3, Bloco C, Loja 5. Brasília-DF)
Show de Geraldo Azevedo

Hoje o cantor fará show e lançará o CD "O Brasil Existe em Mim"
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25 de agosto (sábado), às 21h |
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Sala Villa-Lobos (Teatro Nacional Claudio Santoro)- Brasília.DF |
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R$ 14 e R$ 7 (meia) |
Matisse
Tarde
Agora sei que amar você
é embaraço de pêlos,
tonteira, tentação,
uma cor de crepúsculo
fingindo aurora
um poema preso
em folha branca.
Amar você é um drama,
um silêncio solto
e gemidos por dentro
e gritos
e graças ao dia
em que o mar se abriu
e o conheci
biblicamente.
(por que só agora descobri?)
da poetisa Saramar
Show "Danilo Caymmi - Voz e Violão"
Projeto Tivoli ao Vivo
Dia 28 de agosto de 2007, a partir das 19h30
Praça de Eventos Tivoli Shopping
Tivoli Shopping: Avenida Santa Bárbara, 777 - Santa Bárbara d´Oeste - SP
| Mostra de Filme Português Uma das novidades na programação da 26ª Feira do Livro de Brasília é a Mostra de Filme Português, fruto de uma parceria entre a Câmara do Livro do Distrito Federal e a Embaixada de Portugal em Brasília. A primeira sessão será aberta pela escritora portuguesa Alice Vieira, que representará o país no evento. |
![]() Alice Vieira, escritora portuguesa de literatura infanto-juvenil. |

Em um eterno orgasmo, te beijo.
A moça- menina- mulher- diva
Tem a secreta androginia rara
Dos anjos, lindos.
Vida da raça misturada.
É bela! É profana! É santa!
Tem a beleza e a volúpia crua
Criatura na criação do criador
Eis a cria da cura de uma dor!
Evapora, por ser úmida.
Incendeia, por ser calor.
Alumia, por ter brilho certo.
Nas palavras, a exata graça mundana.
Nas veias, um líquido quente corre.
Assemelhado ao sangue
Ondas de um mergulho sublime e profundo.
Que pulsa, vermelho!
Que grita, vermelho!
Fogo libertino que implora abrigo,
Antes; durante; e depois do desatino.
Haverá de vir o sonho do rio!
Desaguando o escorrido e desejado
Líquido morno, sumo e éter adorado.
Que treme, nacarado!
Que sussurra, nacarado!
Que sente a beleza lírica e lasciva
Das delícias.
Do encantamento.
De receber.
De se doar.
E Ser.
Francinne Amarante
Apenas sou paixão
Já não vou aonde ia por gosto
Porque não se vai ao que já foi
Nem onde fui a contragosto
Ou por necessidade arrastada
Ainda não vou onde por querer quero ir
Nem o passado, nem o vir a ser
Então já fui e vou ser
E tão súbito já não sou
Tão fugaz, oh, meu rapaz,
É o momento de existir assim,
Que peço, nesse nosso leito
O que o poeta pediu de luz,
Mais, mais, mais
E, nesse arroubo de paixão,
Chamo à chama que inflama
Fogo que arde a paixão
És em mim agora
pura e doce satisfação
És o momento em bruto
Íntegro e fecundo, único
Nem fostes, nem ilusões são
Nesse nosso abraço lasso,
Somos a vida em fecunda explosão
Juli Bauer
Posso até emprestar um pouco de mim...
Não. Melhor doar!
Mas... Ainda assim serei minha.
Francinne Amarante
Gato branco, gato preto!
O Universo anula-se,
naturalmente.
Cavalo preto cavalo branco,
corre o menino livre
pelo campo de concreto
e sóis e luas elétricos
- gozos de um progresso pregresso.
Bicicletas zunem qual
motores de kombi velha.
O último pássaro a sair apaga o sol.
O chapéu não cabe.
A cabeça é a Terra inteira
e seus fogos ares e mares
e mais!: Amares!!
-!-A-M-A-R-E-S-!!!-
A tarde se esvai em tons rubros
pelo céu de minha cidade.
Não tenho tintas para pinta-la,
tenho apenas o Verbo e o Pulso
para pintar-lhe gato preto, gato branco,
no Universo que anula-se
completando o dia com chuva.
Uma máquina de datilografar
passeia pela tarde de meus ouvidos.
Ela se esvai em tons mais rubros...
Tenho fome,... não!
Tenho apenas vontade de comer:
a alma basta-se do sangue da tarde.
Não tenho tintas para pintar a tarde que se esvai
e o menino e os cavalos e os gatos e o Universo todo;
só tenho as palavras da cor do meu sangue
para dar-lhes Vida.
do poeta André Teixeira
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