Sigo teu rasto

 

Sei dos teus rabiscos

 

Dos teus delírios

 

Mas, meu bem...

 

Finjo que nem ligo!

 

E não vou ligar mesmo!

 

Já vou... Embora, claro!

 

Duvidas?

 

Ah é? Mané!

 

Francinne Amarante

 

 

Viver

 

Viver é cruzar o espaço,
Entre a sonolência e o amanhecer,

É não cruzar os braços,
Diante da presença de um ser,

Viver é uma sentença,
Viver é uma doença,

Não é necessário viver para crer
( Mas crer, para melhor viver)

Para viver, é importante ter vontade

( a luz que ao anoitecer te invade )

Viver afinal é apenas uma busca,

É transitar na lucidez da loucura alheia,
É não fazer cara feia, quando a noite sangra

É se permitir ir até onde a vista alcança...

( cresçamos para viver plenos, nos lumes das
nossas próprias ânsias...)



Texto de Marcos André Carvalho Lins

Foto de Osvaldo Barreto

Sonho porque existo

 

Sonhos de pais

Sonhos de filhos

Sonhos são assim

Sonhos são divinos

Sonhos pedem paz

Sonhos são lindos

 

Francinne Amarante

Raou Dufy - Interior com Janelas Abertas (1928)

Terapia Severina

Sortida fora
Vazia dentro
Sozinha mora
Lamenta, chora
Paralisa com a demora
Levanta!
Reboca o cimento!
Pinta as paredes!
A cor invade
Abra as janelas!
As flores gostam de Luz!
Depois da noite escura
Vem o raio solar
Cura e fortifica
Agora bem sigo
Bons ventos do Norte
Amo liberta de preconceitos
Que invadiam meu mundinho
Alheio, alheio.
Tento está mais acesa
Cultivo minha terra
Bons pensamentos
Sortida, mas leve
Levo meu agora
Meu momento
Meu trabalho
Observo mais que mostro
Falo menos
Escuto mais
Nada fácil, foi estranho.
Mas ‘aprendo aprendendo’.

Francinne Amarante

Um conto amigo 

Tenho um plano perfeito

Que escrevi em sânscrito

Numa noite de desassossego

Resisti um tempo em segredo

Mas agora te conto (...) 

Francinne Amarante

"Versos não são o que as pessoas imaginam: simples sentimentos... Eles são experiências. Para a construção de um simples verso, é preciso ver muitas cidades, homens e coisas, é preciso conhecer os animais, é preciso perceber como os pássaros voam e conhecer o movimento que uma flor abre pela manhã"

R.M.Rilke

 

“Negros e judeus estão intimamente ligados uns aos outros por uma história comum de perseguições. Se alguém, além de um negro, alguma vez cantar blues do fundo da alma, será obrigatoriamente um judeu. Os nossos dois povos sabem bem o que é ser o capacho de alguém.”

Ray Charles

 

 

Santa fogueira 

 

Arde a boca

Queima a pele

Ferve a verve

Incendeia a cama

Perde a calma

Jorra a alma

Alucinado esparrama

Mel, fel e fogo

A brasa ainda queima

Agora...

As salamandras estão em festa.

 

Francinne  Amarante

O perfume do Amor

 

Exibido amor!

Misturados ao tesão e a paixão então...

Gosta de marcar território,

Feito bicho no cio,

Enciumada por olhares laterais,

Alucinado e voraz, ‘comocome’ faminto!

Delicada forma animalesca de observar

E beijar, e amarrar, e desejar, e pegar...

Ser pego, beijado, desejado, aceito e lambido

Gota a gota de suor e outros líquidos nossos, absinto,

Umedecem olhares, cavernas, bocas e membro.

Lascívia não é pecado! Nunca foi!

Quem disse isso, nunca provou o fruto saboroso.

Que castigo! Nada em comum acordo é proibido.

Costas mordiscadas, coxas roxas beliscadas..

Pura brasa vermelha, carmesim, vinho, laranja, linda.

E queima... Queima tudo nessa fogueira vaidosa,

Desejosa de quereres, favores, amores, paixão que demora.

Se for para durar, que dure e doure! Todo furor, todo amor.

 

Francinne Amarante

 

“As cousas que não têm cura

Amador, não cures delas,

e as que não têm ventura

não te aventures por elas.”

 

Bernardim Ribeiro

Não me peça o que não posso dar

 

 

 

Pedir permissão para amar?

Quem disse essa bobagem

Não sabe o que é isso

Não sentiu ainda inflamar o coração

Mas, quem sabe um dia, sentirá essa alegria

Misturada a dor, furor, doação, proteção e calmaria

A graça e a loucura do amor

Não se explica, sentimos ou não.

 

Francinne Amarante 

Um galo que canta, um cavalo que relincha,

um gato que volteia: a aurora.

Um lírio que se inclina, um limão que cai,

uma árvore que estala: meio dia.

As areias que azulecem, os fumos que sobem,

os amantes que se encontram: a noite. 

 

Autor árabe desconhecido 

(da colectânea O Jardim das Carícias - traduzido por Joaquim Pessoa, in Os Herdeiros do Vento - Antologia Apócrifa, Litexa, 1984)

SESC 24 DE MAIO-ESPAÇO TRANSITÓRIO
Programação na futura unidade 24 de Maio. Rua Dom José de Barros, 178, esquina com a Rua 24 de Maio.
Clarin Etc
Formado por Eduardo Pecci "Lambari" (clarinete e sax), Otinilo Pacheco (clarinete e clarone), Domingos Iunes Elias (clarinete e requinta), Luis Afonso "Montanha" (clarinete e clarone) o quarteto apresenta repertório que transita entre o erudito e o popular.
Dia(s) 15/08 Quarta, às 17h.
Grátis

Passa’maria

 Passou’joão 

 

Assim num passo, num passe

Passado distante e presente de grego

Encontros, começos, meios e..

Que chato! Sem futuro...

Assim num passo, passei!

 

Francinne Amarante 

De manhã escureço

De dia tardo

De tarde anoiteço

De noite ardo.

 

A Oeste a morte

Contra quem vivo

Do Sul cativo

O Este é o meu Norte.

 

Outros que contem

Passo por passo:

Eu morro ontem

 

Nasço amanhã

Ando onde há espaço:

- Meu tempo é quando. 

 

Vinicius de Moraes

 

 

É comum perder-se o bom por se querer o melhor."

William Shakespeare

Rapto

 

Indomesticável

Assim sou

Indomável

Assim vou

Vôo solo

Vôo solto

Vezes raso

Vezes alto

Necessário vôo

 

Francinne Amarante 

 

                                                      Quem sabe faz; quem não sabe ensina.

                                                                                                     (Shaw)

 

     Tuka Villa-Lobos canta Adoniran Barbosa - C'est si bon Bem Brasil

Almas lindas!!!
Novidades e desafios são sempre bem vindos para essa sua amiga aqui. Assim, aceitei o desafio para homenagear o verdadeiro samba de São Paulo do gênio popular Adoniran Barbosa.
"Dizem que a vida é feita de desafios que devem ser vencidos! Este é mais um deles!"
Iremos ver em suas músicas ("Saudosa Maloca", "O Samba do Arnesto", "Tiro ao Álvaro", entre tantas), a maneira de compor sem se preocupar com a grafia correta, sua maior característica, coisa que lhe rendeu críticas de pessoas como o poeta e compositor Vinícius de Moraes.
Adoniran rebatia as críticas declarando: "só faço samba pra povo. Por isso faço letras com erros de português, por que é assim que o povo fala. Além disso, acho que o samba, assim, fica mais bonito de se cantar." E ainda musicou uma poesia de Vinícius transformando-a na valsa "Bom Dia, Tristeza".

No show poderá se olhar através de Adoniran e enxergar as ruas da cidade, os cortiços e o modo de falar e de viver do povo, se processando no silêncio, nos acordes e nos versos de seus sambas divertidos e sensíveis. "Vamos curtir comigo??!!! O Desafio agora é para você.... ehehehe"

Tuka Villa-Lobos, Voz
Katia Monteiro, violão 7 cordas
Claudia Coutinho, cavaquinho
Cristiane Chinchilla, pandeiro

Dia 13/agosto - segunda-feira, 20h30
Creperia C'est si bom - 408 sul - R$ 5,00
Reservas: 61 3244-6353

 

 por Tuka Villa-lobos

Robótica servidão

 

Uma cartilha de soluções

Sugestões e mensagens subliminares

Invadem a cidade,

Estão em todos os lugares

Vendendo a salvação.

Essa regra existe

E insiste em ser régua.

Pode me esquecer!

Não as cumpro!

Nem me meço!

Coisa estranha...

Lânguida lama...

Querem tolher meus sonhos

Enquadrar-me num sistema vil

Comprar minh’alma

Invadir meu cérebro

Deletar minha memória afetiva

Fazer de conta que sou livre,

Se seguir tal palpite.

Usar-me feito objeto,

Manipular meus pensamentos,

Brincar comigo, como se eu fosse um boneco.

 

Francinne Amarante

no meu varal...

pendurei suas roupas

junto aos meus vestidos,

elas muito mais me serviam

como afagos, afastavam o vão

do rigor invernal da saudade.

faziam-se abraços, aconchegos,

levavam- me contigo aos vários caminhos.

com o seu cheiro eu perfumava minha pele

e a cada dia, mais eu percebia

que a força da sua grandeza

estava na beleza em como olhava

a flor e enxergava o amor.

mesmo distante, o sentimento ali morava,

e mora ainda, tão pleno, tão dentro

que está aqui e onde quer que você vá

ou até findar esse encantamento. 

Francinne Amarante

Cabuloso

 

Não atendeste meu chamado
Cega-rega sem noção

Celebrará nada não

Chavelho de araque

Ganhaste o troféu ananás

Chibata no seu lombo

Pé de porco chinfrim

Pode chorar!

O quê? Ficaste desidratado?

Rá-rá-rá...

Chupa-cabra danificado

Dançarino sem gingado

Boca cheia de dentes encavalados

Quero nada contigo mais não!

Tens coragem de falar arrependido?

Alegrinho galhudo

Gaveta de defunto

Envelopaste o discurso patético

Verás que de belo, não tens nem o resto

Inaproveitável!

Se exibidinho agora, vai?

Gambiarra desencapada

Pega essa guedelha e penteia, palhaço!

Vai procurar tua rima, antipático

 

Francinne Amarante

Brenha

 

Em silêncio,

Caminho entre o cume e o raso.

 

Em silêncio,

Medito o córrego.

 

Em silêncio,

Alimento-me.

 

Em silêncio,

Ergo as sombras.

 

Em silêncio,

Combato.

 

Em silêncio,

Acautelo-me entre emenda.

 

poema de José Dagostim 


A MENINA DOS MEUS OLHOS

A menina
Dos meus olhos,
Só a vejo
Diante do espelho.


E por mais que lhe
Fale, tímida,
Não responde.
E se lhe pisco o olho,
Encabulada,
Ela se esconde.

 

poema de Leandro Bezerra

Fiz meu berço
na viração,
eu só descanso
na tempestade,
só adormeço
no furacão.

 

(Tom Zé)

 

TOQUINHO E PAULO CÉSAR PINHEIRO HOMENAGEIAM BADEN POWELL

Toquinho e Paulo César Pinheiro tinham se encontrado há algum tempo para compor as músicas do CD "Mosaico". Agora, foram convidados para participar do programa "Mosaicos", da TV Cultura de São Paulo, para prestarem uma homenagem a Baden Powell, que faria 70 anos em 6 de agosto. Gravado no Bar Tocador de Bolacha, em São Paulo, o programa (ainda sem data definida para exibição) revela histórias curiosas dos encontros e parcerias entre os entrevistados com Baden e Vinicius de Moraes. 

“Meteoro”, de Diego de la Texera, em Brasília

Cineasta apresenta, pela primeira vez no Brasil, um longa-metragem de ficção

 

No dia 17 de agosto, chega aos cinemas de Brasília Meteoro (www.filmemeteoro.com), longa-metragem que marca a estréia do cineasta porto-riquenho Diego de la Texera no circuito comercial brasileiro. A pré-estréia será no Centro Cultural Banco do Brasil, dia 06 de agosto, às 20h, com convites retirados na bilheteria, limitados à capacidade do cinema.

Mais informações no site: www.filmemeteoro.com

BELEZA MÚLTIPLA -A Arte da Gravura

Feira de Artes e Antiguidades do CasaPark retoma a história da Gravura

 

As diversas formas de gravura como a litografia, xilogravura, serigrafia e digigrafia (gigle) vão invadir a área central do CasaPark durante a Feira de Antiguidades do Shopping, hoje, dia 5 de agosto. De acordo Augusto Luitgards, curador da mostra BELEZA MÚLTIPLA - A Arte da Gravura, essas técnicas já têm o seu lugar cativo no gosto popular brasileiro: “o Brasil tem uma tradição sólida na arte da gravura artística representados por trabalhos de Athos Bulcão, Calazans Neto, e o argentino-baiano Carybé.”.

Mostra de arte BELEZA MÚLTIPLA

Feira de Antiguidades no Shopping CasaPark - SGCV, lote 22, Setor de Garagens

Fone: 61 3362-8008

Dia 5/8 (domingo)12 às 19 hs Entrada franca

DESENHANDO PAISAGENS, MOLDANDO UMA PROFISSÃO 

Arquiteta paisagista Rosa Kliass realiza palestra, no CasaPark, sobre sua trajetória e dedicação à criação da profissão de arquiteto paisagista no Brasil

 

PALESTRA :Quarta-feira, 08 de agosto, às 19h30

Tema: “Rosa Kliass - Desenhando Paisagens, Moldando uma Profissão”

local: Auditório da Livraria Cultura - shopping CasaPark

SGCV Sul, Lote 22, Setor de Garagens -  Guará

Informações: (61) 3410-4033

Após a palestra, Rosa Kliass vai autografar o livro “Rosa Kliass - Desenhando Paisagens, Moldando uma Profissão”.

 

LIVRO

Título: “Rosa Kliass - Desenhando Paisagens, Moldando uma Profissão”

Autora: Rosa Kliass com textos de Ruth Verde Zein

Editora: SENAC São Paulo

Páginas: 222 páginas (versão em inglês incluída)

                            

                         "Amigos Novos de Novo!!!

 

Neste domingo, dia 05 de Agosto, a partir das 16hrs, será aberta minha exposição de fotos no Rio Design Leblon (terceiro piso). São 50 autoretratos em objetos espelhados dos banheiros dos hotéis em que me hospedei. Essas fotos foram ganhando nomes, que viraram poemas e depois viraram as canções do meu disco Tudo Novo de Novo.

Para comemorar o lançamento do DVD +Novo de Novo, que é um falso documentário dessa história real entremeado pelo show dessa turnê, vou fazer uma apresentação com minha banda (Nilo Romero, Christiaan Oyens e Humberto Barros) no Armazém Digital, que fica dentro do shopping.

O show começará às 18hr e espero os amigos por lá.

 

Grande abraço

Moska"

(mensagem enviada pelo cantor Paulinho Moska)

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INFOS:

16 hs - abertura da exposição REFLEXOS & REFLEXÕES

18 hs - show MOSKA & Banda no ARMAZÉM DIGITAL

Exposição até 26 de Agosto no SHOPPING RIO DESIGN LEBLON

Av. Ataulfo de Paiva, 270 - Leblon -RJ


“Antes de tudo, a Música (...) E todo o resto é literatura.”     Paul Verlaine – Arte Poética 

 

foto: Ana Paula Migliari

 

HOMEMÚSICA de Michel Melamed

 

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília apresenta, de 3 a 19 de agosto, a estréia nacional de HOMEMÚSICA, a continuidade e conclusão do projeto denominado Trilogia Brasileira composto ainda pelos espetáculos Regurgitofagia e Dinheiro Grátis, grandes êxitos de público e crítica. Projeto no qual Michel utiliza-se das fronteiras entre diversas linguagens artísticas (teatro, música, performance, tecnologia, poesia falada, etc.), num trabalho comprometido com a criação, pesquisa, experimentação e aprofundamento das linguagens cênicas contemporâneas.

 

Temporada: de 3 a 19 de agosto

Dias e horários:    de quinta a sábado - 21h, e domingo - 20h.

Ingressos:     R$ 15,00 e R$ 7,50  Duração:90 minutos

Classificação indicativa: 16 anos.

  

CCBB Brasília

Aberto de terça-feira a domingo das 9h às 21h

SCES Trecho 2, conj. 22 – Brasília/DF 

Tel: 61 3310-7081    www.bb.com.br/cultura 

"A MENINA DOS OLHOS DA COBRA"

Dia: 05 de agosto (domingo)

Horário: 17h

Local: Sala Martins Penna- Teatro Nacional. Brasília

Ingressos: R$ 16 e R$ 8

Direção e Texto: Áurea Liz e Nadia João

Com: Edson Duavy, Vânia Machado, Andréa Alfaia, Áurea Liz, Eduardo Oliveira, Alana Morais, Helen Dieb e Janaína Miguel.

Vá onde for preciso, voe!

 

Correnteza dentro, meu peito inunda...
Pálida fora, bem maquiada, até disfarço.
Bela por ser transparente
Belo por ser invisível... Onírico
Amigo, amor, amigo!

Jorro de talento e falta de juízo